quarta-feira, 6 de abril de 2011

Boa e Velha Paranóia

Bem de boa,

A gente perde tanto tempo as vezes
pensando que pode conseguir algo MUITO bom
quando algo que seria mais que suficiente está
na nossa frente e a gente não se dá conta.

Podia ser você o suficiente pra mim
Poderia ser eu o suficiente pra você
poderia...ou não.

Às vezes eu não me importo, eu simplesmente
deixo ser natural, apesar de muitas vezes as
coisas só realmente acontecerem com um
empurrãozinho
é uma frase, que vem e muda tudo
e a gente se grila achando que sabe tudo
pensando "agora eu entendi"
pensando que tudo está claro,
quando na real a gente tende a sempre imaginar
e acabar criando uma nova impressão, uma nova intenção
daquilo que está acontecendo diante de nossos olhos nus
ao invés de clarear tudo
acabamos por embaçar ainda mais
como tentar limpar a lente do óculos com o dedo

acho que é disso tudo que surgem os desentendimentos
as pessoas simplesmente preferem agir por
impulso assim de primeira pra evitar um "erro"
que no fundo nem era um erro, foi só a
paranóia da pessoa que fez parecer assim.



"o que os olhos não vêem, a paranóia inventa"

segunda-feira, 14 de março de 2011

carta Deborah Mello

isso da falta de atenção é uma merda, pq SEMPRE tem alguem disposto a dar a vida por um sorriso nosso
alguem que liga de noite pra saber como ta
alguem que pergunta as novidades
que se importa
que diz que sente falta, que nos pede um abraço, que quer nos mimar e fazer a gente se sentir a melhor pessoa do mundo só por estar respirando
mas quem disse que essa pessoa acaba sendo quem a gente quer, a que achamos mais atraente, mais legal, mais querida, mais sincera, mais TUDO? ocorre que as vezes o destino simplesmente esquece que certos amigos SEMPRE serão amigos, mesmo que acabem se apaixonando por você
a incerteza sempre tá lá
pronta pra acabar com você
pra te meter uma nuvem e te deixar cego
tem gente que senta e espera passar, isso não é de fato a coisa ERRADA a se fazer, as vezes simplesmente passa mesmo...
tem gente que prefere tomar folego e sair lutando contra a nuvem, tentando descobrir oq está acontecendo do outro lado
pode ser que vc descubra as MELHORES ou PIORES coisas, mas tá ali, esperando voce decidir se vai ou fica...

~

amigos? eles ficam um tempão sendo TUDO na nossa vida
mas infelizmente, ninguem tem vida igual, as vezes simplesmente não estamos bem, e nem sempre isso quer dizer que não gostamos das pessoas, apenas não estamos querendo CONTATO COM PESSOAS, isso até aceitavel, as vezes...
e tem vezes que coisas ruins acontecem, amigos brigam, ou deixam de se falar, é tão natural quando lembrar duma festa, chega uma hora que vc simplesmente se esquece, e não tem motivo pra ficar lutando muito, nem sempre, apenas as vezes, quando sentimos que vale a pena.
mas no final, continuamos trilhando nosso caminho, sozinhos ou não, namorando ou não, com amigos ou não, a vida é dificil pra todo mundo, e cedo ou tarde algo ruim nos alcança e nos acompanha por um trecho desse caminho, o que eu faço é tentar ouvir o que ele tem a dizer, muitas vezes aprendi coisas INCRIVEIS nos meus PIORES momentos, é incrivel.

~

tudo bem que a graça da vida é ser diferente e único, sabendo que eu to MUITO longe de ser "qualquer um"
pelas coisas que eu sinto e falo
não to me achando mas eu realmente não acho mais NINGUEM assim
com minha idade
meu "estilo"
assim como eu
e é fato, pode ser "legal" ser unico e diferente de todos da tua idade
mas é uma SENHORA MERDA carregar esse peso sozinho
tem horas que eu queria fazer uma faculdade comum, ter um emprego comum, um carro, ir em festas normais, ter um namoro normal, planos normais
ao inves disso sou sustentado ainda pelos meus pais, gosto de rock e de emocore(ou oq PARECE isso hoje em dia, enfim), pego onibus ou carona pra ir nos lugares, tenho uma banda, um sonho besta de fazer sucesso e viver de musica, vou em festas onde praticamente só tem guria que gosta de guria ou guria que gosta de guri que elas julgam ser MUITO MAIS daquilo que eu gostaria de ser, não tive um namoro decente, e não sou a pessoa mais estudiosa ou amigável do mundo.
e que eu eu tenho pra reclamar? tem gente que não tem metade, mas mesmo assim ainda sinto falta dum gostinho de felicidade com uma pitada de romance pra completar essa minha vida tão incompleta...

~

@aaarthy

Isso podia ser tudo, ou nada de mais...

É verdade, a vida muda, o mundo gira, as angústias voltam e o sentimentalismo acorda após um merecido descanso. Um descanso que não deveria cessar. Por que acordas? Por que simplesmente não se esquece de mim?

Aprendi a viver muito bem com esse corpo frio e indiferente, que a vida me deu, que meus amigos falsos e minhas queridas amadas não correspondentes me ajudaram a construir, a partir de mentiras, ilusões, falsos momentos de felicidade. Isso tudo me deu armas, força, munição e material suficiente para construir um casulo de solidão que imaginei ter criado muito bem, indestrutível e incapaz de ser atravessado por algo tão podre como tristeza, desapontamento, angústia e sentimento de inferioridade. Eu me esforcei tanto, para superar, para me acostumar, para não chorar. É horrível ver que falhei, que é impossível viver assim, sem sentimentos. Chega uma hora que olhamos para o chão, pingos caíram, olhamos para o céu aberto e percebemos ser apenas lágrimas, elas revelam que não somos capazes de fugir de algo como tristeza ou sentimento de confusão a respeito de uma boa parte do todo que é nossa vida. Não há o que dizer, não há o que fazer. Pelo menos nunca houve, mas talvez isso mude agora.

A distancia, o medo de tentar, o medo de dar certo sempre me bloqueou e eu estou aqui sempre me impedindo de chegar ao fim, sempre usufruindo do dom completamente falso de vidência que descobri em mim. De alguma forma eu sempre achei que tanta frieza, tanto gelo, um dia fosse esquentar, e derreter, e minhas lágrimas cairiam sem eu ter tempo para tapá-las com minhas mãos, e aconteceu o que eu mais tentei evitar nos últimos meses...a dor de minha tristeza. Veio a mim como um parente distante que por meses evitei telefonemas, cartões postais, mensagens, torpedos, olhares, pensamentos... ele sempre esteve ali, do outro lado da linha, da cidade, do outro lado do coração, escondido, mantido preso numa terra que fiz ser capaz de armazenar tudo que há de escuro, pesado e negativo em meus sentimentos.

Acontece que se pode fugir e adiar a tristeza, mas como a morte e a velhice chega uma hora que ela simplesmente arromba sua porta, sua paz, sua tranqüilidade, seus pensamentos. Tudo que me restou foi sentar em minha confortável poltrona e deixar que ela falasse tudo que tem guardado pra mim durante seu percurso. “Estou mais viva do que nunca, você não é capaz de me manter longe, sinto lhe informar mas seu caminho é cheio de pedras e obstáculos, foi fácil até de mais te achar, nem toda sua bebedeira, frieza, falta de sentimentos e indiferença foi capaz de me despistar” ela diz. Eu a ouço, coração apertado, quase parando. “Sentimentos?” eu pergunto. Sim, por um tempo acho que passei me iludindo, pensando nas coisas que tenho feito, nos bons momentos. “O que houve com Felicidade?” pergunto. “Acho que dentre todos os seus pensamentos de ultimamente e todas as coisas que você tem feito... os comentários que tem feito, ela simplesmente cansou de esperar que você fosse capaz de aprender certas coisas?” ela me diz com tom de “eu tentei te avisar”. Eu não tenho muito que falar, gostaria de perguntar sobre que coisas ela eu deveria ter aprendido. Obviamente se eu tivesse aprendido eu não estaria tentando adivinhar que coisas são essas. “Você não faz idéia do que é tentar simplesmente esquecer que você existe, quando vai perceber que preciso de paz, algo que sentimentos não estavam me permitindo” digo. “acho que você conseguiu o que queria, todos seus sentimentos cansaram de esperar você dar a volta por cima e resolveram simplesmente ir embora” ela diz. “Mas você ainda está aqui! E você é um sentimento!” digo. “Você sabe muito bem que não há o que você possa fazer, eu sempre estarei de olho em cada movimento seu, e quando eu achar necessário eu estarei aqui pra te ajudar”. Embasbacado eu olho para ela nos olhos e digo “e desde quando você serve pra algo além de me trazer uma vontade louca de pular dessa janela?”.

Ocorre uma pausa, posso ouvir o vento entrando pela janela. Ela ri, suavemente, chega perto de mim, tento me distanciar, mas ela simplesmente avança mais e faz um movimento que esperava de qualquer pessoa, menos ela. Ela me abraça. “Quem disse que só sirvo pra isso? Quem disse que só cego, que só trago coisas ruins é você, alguém que dificilmente aceita seguir seus caminhos até o fim, trocando de direção quando sente que podes vir a conhecer o que há de vir. Pelo visto você nunca olhou o segundo lado de minha companhia, as minhas outras utilidades”. Confuso. Simplesmente confuso. Eu não entendo muito bem o que ela quer dizer. Ela me solta, olha para mim. Desespero. Medo de cair em insanidade. Ela sorri, acaricia meus cabelos e pega sua mochila. “acho que vou ficar por aqui por alguns dias, espero que não se importe...bem, você sabe que sua opinião não faz diferença quanto a isso”. De fato, ela irá embora apenas quando achar que aprendi seja qual for a lição que ela acha que devo aprender. “Fique a vontade” digo.

~


Acho que a moral da história é que é verdade, nunca fui uma pessoa que gosta de finais, por isso insisto em transcender de um meio a outro, buscando outros meios, recomeçando do zero, me escondendo, buscando coisas que me façam acreditar que vale a pena esperar pelo fim. É um ciclo vicioso, acostumei-me. Mas admito que a chegada dela me fez pensar. Realmente ela ajuda tanto quanto prejudica, é ruim saber que muitas pessoas se assustam tanto com ela que decidem se matar. Acho que posso entendê-las, às vezes não queremos aceitar nossa grandeza e total capacidade de lutar contra nossos problemas. Acabei pensando muito em todas as coisas lindas e únicas e boas que foram criadas em momentos que somente ela esteve presente, “sim, a tristeza pode nos fazer muito bem” eu penso, e de fato acabo sentindo que minha jornada está longe terminar, e nessa vida posso entrar em caminhos e muito bem acabar escolhendo mudar de rumos, mas a grande estrada da vida é de sentido único, em todos os sentidos possíveis imagináveis. Não há desvios, e o sentido dela acho que sempre foi viver ao máximo, afinal como pode ser “vida” sem ser “vivida” não? Enquanto penso comigo mesmo, olhando pela janela, ou escrevendo em folhas velhas, eu percebo o andar de Tristeza, atenta a meus pensamentos que ela lê com tanta facilidade e naturalidade. Ela me diz “estou gostando desses seus pensamentos”. Eu sempre imaginei tristeza como alguém realmente triste, mas pelo visto ela até que tem seus dias bons. “Você não deveria estar triste? Afinal, você é Tristeza...” digo, “acho que você sabe que por mais que seja uma vocação, uma tendência, no fundo, podemos mudar de vez em quando, e estou ‘feliz’ por você” ela diz, sentando e colocando os fones de seu ipod. “porque feliz por mim?” eu digo, virando a cadeira e olhando séria para ela. “acho que você sabe muito bem” ela diz, piscando para mim. E no fundo, bem no fundo, eu senti como se realmente soubesse. Ri. Senti-me bem, mesmo sabendo que não era o suficiente para ela ir embora. Acho que dessa vez nossa convivência pode vir a trazer algo além de momentos de negatividade.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

I Totally Miss The Summer.

Verão


Praia, mar, tempo abafado, calor, suor, bermuda, chinelo, ar condicionado, ventilador, brisa de madrugada, bichinho de luz, formigas, moscas, insônia, carnaval, virada de ano, férias, planeta Atlântida, febre, paixonites, beijos roubados, telefonemas durante a madrugada, reclamações sobre o tempo, falta de contato, excesso de contato, tirar a camisa, ficar só de top, ficar só de bermuda, pele oleosa.

Acho que apesar dos muitos aspectos negativos, eu sinto muita falta do verão, da praia, de torres, de capão, das noites, da praia, de tudo aquilo que pra mim é o melhor exemplo de liberdade, férias, de tudo que a gente passa um ano inteiro esperando.

Perdemos e ganhamos muito nessa época.

Vamos pra praia com os pais, sentimos vergonha, tomamos muito sorvete, bebemos muita água, corremos, alguns surfam, outros apenas nadam, uns se bronzeiam, outros se escondem, uns passam o dia no ventilador ou no ar condicionado, em casa ou no quarto de hotel, outros passam o dia fora.

Eu acho que nunca parei pra pensar na melhor maneira de aproveitar essa época.

De fato, todas as estações estão ai para serem aproveitadas.

Se eu pudesse montar o verão perfeito, seria numa praia cheia de gente, com os amigos, num apartamento perto do centro ou da praia, bebendo água o dia todo e cerveja a noite toda, conhecendo gente nova, saindo muito, fazendo muito som, tirando muitas fotos, passando noites em claro em noites.

Eu sou muito sonhador, gostaria muito de ter meu grupo de amigos loucos e idiotas pra arriscar certas coisas que vemos nos filmes e ficamos fantasiando como seria se nós fizéssemos isso, um exemplo? Entrar de penetra numa festa completamente aleatória e estranha e beber muito, zoar muito. Gostaria de invadir a praia de noite com uma galera, fazendo farra, correndo, pulando no mar, aproveitar o que resta da minha juventude.

Estou me tornando um adulto, mas ainda assim minha alma de moleque permanece intacta e disso eu me orgulho muito.

Acho que nunca saberei o motivo real pelo qual me mantenho inserido em grupos de amigos cujo sou sempre o mais velho ou um dos mais velhos em meio a uma galera com 5 anos a menos que eu. Eu sinceramente sempre penso primeiramente na resposta de “é porque assim me mantenho jovem” ou algo do gênero.

Voltando ao assunto “viagens, praia, verão”.

Engraçado, arrisco até dizer que é um tanto irônico eu me ver sentindo tanta falta disso. Logo eu que sempre detestei praia, achava muito chato, sem ninguém. Uma pena que se tem uma coisa que eu nunca vou poder passar a perna é o tempo. Eu já perdi o colégio, não aproveitei o tanto que poderia e deveria. Tudo por que sempre me mantive com medo de arriscar ser eu mesmo e acabar sozinho por não agradar ninguém, toda aquela falta de personalidade me atrasou muito. Todas as vezes que me foi oferecida a chance de ir pra praia ou ficar em casa eu optei por ficar em casa, aproveitar a cidade mais vazia, a casa só pra mim, coisas assim, e hoje percebo que devia realmente é ter arriscado viajar sempre, mesmo que sem amigos comigo.

É complicado, nos últimos 2 anos eu comecei a ver coisas MUITO boas, coisas que me fizeram perceber como tudo realmente é, e sinto um pouco de peso na consciência por não ter arriscado. E é chato ver que ainda me mantenho com o pé atrás perante muitas situações que pra mim acabam soando ameaçadoras. Como sair pra lugares desconhecidos com pessoas que acabei de conhecer, ir sozinho a lugares cheios e arriscar uma conversa com pessoas desconhecidas e acabar fazendo amizade. Coisas assim.

Quero muito a chance de aproveitar os próximos momentos de férias que eu tiver, quero sair muito mais, quero a chance de mesmo com esses 20 anos eu poder sair e aproveitar de mais todas as possibilidades de ser feliz e arriscar novos caminhos.

Muita coisa eu tenho feito ultimamente que nunca imaginei arriscar...

Dentre elas: a viagem com um amigo a Blumenau, cidade totalmente desconhecida, com pouco dinheiro, sem nenhuma referencia ou amigo para nos guiar por lugares legais, sem a oportunidade de conhecer pessoas novas além dos amigos de uma cidade vizinha que visitamos depois, eu realmente gostei muito dessa experiência que só me fez perceber como arriscar a vida em viagens bizarras podem fazer você se sentir MUITO mais vivo. Guardando o melhor dessa experiência. Outra coisa foi uma viagem a São Paulo, mais especificamente Caçapava do Sul, uma cidade de uma ex-amiga que nos abrigou em sua casa e nos levou a lugares bem legais, com algumas pessoas bem legais, nessa cidade fui com 2 amigos e aproveitei muito, apesar de certos estresses.

Sim, são poucos os momentos que notei uma enorme evolução no que julgo ser a minha capacidade de arriscar me colocar em situações TENSAS e novas.

A cada dia cresce o desejo de conhecer o novo, de redescobrir coisas, assim como bandas que ouvia antes, uma delas é Funeral For A Friend que é uma banda que não escutava a uns bons meses e estou escutando agora. Cresce o desejo de procurar novos amigos, em lugares diferentes, pessoas diferentes (mas ainda dentro de um padrão estabelecido por mim, um padrão que nunca me desapontou tanto a ponto de pensar “nunca mais quero conhecer gente assim”, no máximo percebi que certas pessoas não são boas o bastante simplesmente por terem uma coisa ou outra em comum comigo), fazendo coisas diferentes, arriscar mais. Eu ainda tenho certos receios a respeito de coisas que devo falar, de formas mais adequadas e menos adequadas a puxar assunto com um estranho, assuntos chatos que devo evitar, certos detalhes que é legal comentar para dar assunto... as vezes eu acerto muito e faço um ótimo amigo em questão de minutos, e em outras acabo errando muito e dou uma péssima impressão a pessoa, mas isso faz parte, não temos como adivinhar o que vai dar certo ou não, tudo que podemos é arriscar e torcer pra que tudo ocorra bem.

Um conselho a mim mesmo: arriscar mais, aproveitar mais minhas conquistar, me importar menos com os fracassos, esquecer um pouco o passado ruim, manter apenas as coisas ruins que serviram para eu melhorar certos aspectos e me tornar uma pessoa melhor, não me deixar abalar pelas vezes que desentendimentos ocorreram, aceitar que nem todas as pessoas se dão bem por mais que tenham certos aspectos em comum, aprender a falar o que sinto na hora certa nem muito cedo nem tarde de mais, sair mais. Basicamente... viver mais!

E esperar pelo verão, pela praia, ou por qualquer tarde, dia ou noite comum que eu possa aproveitar bem com as pessoas que me façam bem! E esperar confiante e otimista pelo sol e pelo calor (ou frio) que nos faz tão bem.

Have a nice life!

(:

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Shoutin on nothing..


Sonhos.
Memórias.
Lembranças.
Saudades que simplesmente nunca aconteceram.
Ainda?
Talvez.
Algo me diz que tenho tudo pra conseguir tudo que sempre sonhei, o mundo está a merce de todos aqueles que tem força o suficiente pra correr atrás de seus sonhos, daquilo que julgam que vale a pena morrer por.
Acontece que é difícil escrever sobre algo que nunca vivenciei. É como mentir, como saber que nada disso merece ser considerado, vindo de alguém que nunca teve a sorte de saber o que é um sentimento. Eu tenho sentimentos, somente ainda não tive a chance, a oportunidade de descobrí-los e explorá-los. E eu cansei de ver gente falando sempre sobre a mesma coisa, batendo na mesma tecla, agindo da mesma forma, pensando da mesma forma, chegou a hora de mudar, de destruir essas máscaras e tudo aquilo que impede a verdade de ter a chance de falar e se mostrar.
Não escrevo canções sobre um amor que nunca vivi, não escrevo canções sobre festas que nunca fui, sobre pessoas que nunca conheci, sobre sentimentos que nunca vivi, sobre lugares que nunca fui, sobre relacionamentos que nunca tive, sobre coisas que desconheço.
Isso é ruim? Isso é TERRÍVEL, sim.
Gostaria de poder escrever numa canção tudo que sinto, mas afinal, o que sinto? Não, obrigado, prefiro não ter nada pra dizer, e ser sincero comigo mesmo, sem inventar nada. Letras sobre olhar pra guria e não saber o que dizer...isso não me agrada mais. Letras sobre putaria, drogas, e coisas fúteis, não me agradam mais, na verdade NUNCA me agradaram, apenas mantive oculto meu ponto de vista pra preservar a “paz” no local. E estou cansado de conviver com pessoas que indiretamente esfregam na minha cara e na minha vida a maravilha que é amar e ser amado, as drogas, as festas, as noites insanas, os porres, os tetos, tudo e mais um pouco. E eu me sinto seguro pra dizer, QUE BOM que algumas dessas coisas eu não vivi, não vejo graça em se orgulhar de fumar maconha escondido dos pais num parque, ou em casa, de levar bebida alcoolica escondido dos pais da namorada ou dos pais da dona da festa, de ter que sair pelos fundos, de transar sem camisinha, de tudo isso e mais um pouco, são coisas que eu simplesmente vejo com a naturalidade e com a ingenuidade de uma criança.
Sim, eu não sou criança, tenho 20 anos, poucas vivencias, realmente uma rotina bem tediosa e e pouco bem vivida se me permite relatar, mas acho que prefiro assim, do que uma vida cheia de perigos. Dizem por ai que devemos viver ao máximo, pois nunca se saberá respeito do dia de amanhã, acontece que não dá pra ser tão “foda-se o mundo, tamo ai vivendo a vida”.
Falem o que quiser, que sou santo, que sou pervertido, tarado, que sou careta de mais, que penso de mais, que sou cagão, que sou retardado, no fundo eu talvez seja mesmo isso. Nunca fui de brigar, nunca fui de criticar diretamente, sim, sou humano, faço rodeios, torno a vida até dos meus inimigos um pouco mais confortavel às vezes. Complico, simplifico, vivo, SOBREvivo, escolho caminhos escuros e perigosos, admito meus erros somente a mim mesmo, tenho orgulho, não deixo que tenham conhecimento de meu arrependimento, da minha noção de tudo que tenho feito de errado. Escolho sempre ficar no meu canto, em cima do muro, não tomo lados extremos, só às vezes.
Digo a verdade e nada mais que a verdade, acho que é por isso que minha vida de uma forma esquisita acaba se tornando ainda mais confusa e complicada. A verdade não deveria simplesmente tornar tudo mais fácil? Pois é, acho que no meu caso o efeito é reverso. Eu sempre escolhi o respeito a vida dos outros. Até mesmo as situações que um abuso seria conveniente eu acabo não me sentindo confortavel e manero na dose.

Não entendo, como apesar de todos os muitos apesares ainda tem gente que gosta e luta por mim. Não tenho fama, não tenho twitter bombado, não tenho orkut lotado, não tenho blog polêmico, não tenho vlog bombado, nem nada. Minha vida é aberta a muitos, mas acessada realmente por poucos. Acho que nunca terei a certeza suficiente pra saber o que seria melhor. Quebra completamente o meu paradigma de sossego e paz querer ser algo diferente, querer agradar mais pessoas, ser polemico, arriscar mais, fazer de tudo pra ter meu canto no mundo. Não podemos...espere, podemos, mas não deveriamos fazer de tudo pra sermos aceitos por todos. E é aí que mora o medo e a insegurança, porque não podemos conviver com nossa solidão? Eu sei como é ruim viver sozinho, eu sei como é dificil olhar pra grama do vizinho e não invejar o verde. Eu sei de tudo isso, eu já vivi tudo isso, ainda vivo tudo isso, e certamente continuarei vivendo até o fim de meus dias. Não sei porque eu olho pro mundo vizinho e me encanto tanto, a ponto de pensar em formas de ser mais agradavel só pra ser notado e ter um cantinho na vida de certas pessoas. Acho que não me encaixo nesse mundo deles, certas pessoas andam com uma vida apressada de mais, eu nunca fui de apressar tanto, simplesmente ando no meu próprio ritmo, vivo um dia de cada vez, um show de cada vez, uma tarde de cada vez. Se algo dá errado, penso e repenso, mas não mudo quem realmente sou.
Me deixo viajar em programas, seriados, filmes, histórias, livros, e fofocas alheias, me encanto e me espanto com o que ouço, vejo, assisto e leio, mas acho que isso me ajuda sempre a enxergar um pouco mais do que o mundo deixa visivel a todos. Na verdade, tento sempre controlar, contar e recontar meus passos, meus movimentos, meus pensamentos, tudo muda, tudo me faz mudar de pensamento, minha constante mudança de hábito e de pensamento, eu penso de mais, hajo de mais, desisti a tempo de querer mudar e ser mais impulsivo e acertar mais na sorte. Não é pra mim, escolhi viver duma forma diferente da de todos que conheço, tem gente que sai de mais, outros saem de menos, uns amam de mais, outros de menos, uns fazem sexo, outros fazem amor, uns se drogam, outros bebem, uns dormem tarde, outros não dormem, uns vão pra balada e ficam com todo mundo, outros ficam em casa vendo filme e falando no telefone, uns traem, outros honram, tem gente que vive o 8/80, outros simplesmente vivem sem ligar pra números ou estimativas (eu sou um desses).
Nada do que digo serve para mudar alguém, eu ponho as cartas na mesma e faço questão de ser ouvido e assistido, luto pela minha vez, pela chance de ter a atenção de todos. Porém não sirvo para líder, não sirvo para mandar na vida de qualquer pessoa, sirvo apenas como um intermediário que ajudará você a encontrar o caminho da verdade, é só você me dar ouvidos.
Constantemente mudo de opinião, de humor, de pensamento, de vontades, desejos, de tudo. Não trato todos iguais, eu discrimino, eu penso antes de falar, observo, analiso, crio pré-conceitos, tenho meus principios, confiro se vale a pena, penso no que posso ganhar sendo amigo ou algo assim de alguém, eu calculo boa parte das minhas ações, eu sei o que busco, mas não sei o que fazer quando encontrar e ter todo esse poder em minhas mãos.
Não estou aqui pra ditar certo ou errado, pra dizer como é a melhor forma de viver, como deve falar pros teus pais sobre teus problemas, como dizer pra aquela pessoa que tu estás completamente apaixonada, como resolver o problema com seu relacionamento, não estou aqui para ser seguido, ou para que fiquem precisando de mim para viver melhor, estou aqui para que minhas palavras, meus pensamentos, sentimentos, medos, sonhos, vontades, defeitos, qualidades, problemas, tudo isso e mais um pouco, sejam respeitados, isso basta...RESPECT.
Grito no escuro, falo sozinho, canto no chuveiro, escrevo de mais, falo de mais, penso de mais, ouço de mais, observo de mais, e sempre termino da mesma forma que comecei...
SEM A MÍNIMA IDÉIA DO QUE SE PASSA AQUI DENTRO.

Farewell.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Displicentemente Normal...ou não.

Tudo mal...


Incrível como uma rotina de férias, somada a falta de amores, excesso de carencia, ausencia de dinheiro, excesso de brigas ou desentendimentos familiares, ausencia de músicas boas, e falta de carinho pode fazer com que sua vida se torne uma merda.

E é tão simples, se ao menos alguma luz me viesse e eu pudesse ver mais um motivo pra sorrir. Realmente tem sido dificil se manter na mesma vendo tanta coisa simplesmente não dando certo, pode ser momentâneo, mas não deixo de ter essa vontade de gritar, correr, destruir tudo a minha volta, controlo-me e me vejo igual, tudo anda tão igual as vezes, do nada tudo mudou.


Me decepcionei com uma pessoa, não esperava, obvio, quem aqui costuma esperar que uma das amigas mais queridas acabe te deixando mal? Acho que ninguem, e seria tão simples se ela simplesmente tivesse cabeça pra chegar e me dizer porque simplesmente ta me tratando como um “ninguém”, se eu sempre fui o “ninguém” e tal, que legal, mais uma vez me deixei iludir, e é fato, as pessoas mais belas são as mais cruéis, quando na vida eu me perdi no caminho e passei a me tornar refém e escravo disso tudo?

Eu me irrito sim, queria poder dizer tudo pra ela, mas sabe quando as negatividades são tantas que nem animo pra brigar te sobra? Pois é, eis minha pessoa desmotivada a falar ou reagir de qualquer forma, o desprazer é meu, seu, nosso, de todo mundo.

Seria bom chegar e dizer tudo que quero dizer, pra essa idiota, dizer pros amigos, dizer pros pais, dizer pras pessoas na rua o mal que me aflige mas simplesmente escolho abandonar tudo e todos, cansei de ficar me preocupando com outros, escolhi sofrer sozinho, manter embaixo do tapete tudo isso. Eu não tenho mais motivos pra te dizer o que sinto, e porque sinto, se é que sinto.


Nada até agora fez mudar esse meu mau-humor, se instalou um sofrimento ininterrupto e invisível dentro de mim, e isso parece não parar, não mudar, não melhorar. E como eu tenho certeza da existencia desse mal? Muito simples, eu sofro, você não vê. Acho que toda a felicidade e falsidade do mundo cegou meus amigos, e por algum motivo, não consigo mais ter certeza se posso contar com todos.


O que é uma pessoa sem amigos e sem familia? Nada. Simplesmente nada. Eu não quero chegar a esse ponto. Jamais! Tenho minha familia, tenho meus amigos, a vida minha e a dos outros não pára simplesmente porque do nada muitas coisas não estão mais indo de acordo com a forma que eu havia planejado.

Só me diz porque saber e ter noção de tudo isso, de que a vida é assim, não faz porra nenhuma de diferença e eu continuo aqui, mal?


Estou surtando, estou ficando chateado, estou perdendo o interesse no amor, na amizade.

Estou fazendo drama, estou iludido com toda essa nuvem negra se caiu sobre minha rotina, me impedindo de enxergar. Quando não enxergamos nada, é natural que passemos a IMAGINAR o que se esconde na escuridão, e ai encontramos um problema, a incerteza se a realidade que estamos imaginando é real, pode simplesmente ser coisa da nossa cabeça.

Mas e se não for? E se meu mundo realmente estiver acabando e eu estou aqui sem defesas esperando minha hora? Acho que não hein.


Prefiro lutar, prefiro me indignar, ir na rua, xingar todo mundo, dividir com todos o meu sofrimento, as vezes parece que todo esse drama tem ainda o objetivo de simplesmente fazer de alguma forma estupida alguem surgir e me fazer feliz. Surgir alguem pra me dizer que tudo isso vai passar, que eu vou melhorar, que não é bem assim, sei lá, dizer algo que me faça feliz apesar de tudo.


(...)

Acabei de lembrar dum sorriso que recebi hoje andando por ai, enquanto distribuia curriculos, uma loja sempre me chamou atenção pelo fato de quem trabalha sempre ter a minha idade (ou quase) e frequentar os mesmos lugares e festas que eu. E isso que me fez aproveitar que só havia uma pessoa trabalhando la e deixei o curriculo. Como “prêmio” eu recebi um sorriso, que por mais que fosse mais um sorriso sem sentido feito pela pessoa, isso me fez bem, fez muito bem, na real, me deixou hipnotizado aqui e nossa, por que um simples sorriso pode causar um efeito monstruosamente bom em algumas pessoas? Eu sinceramente não sei por que mas isso me trouxe uma felicidade no momento, pernas bambas, felicidade instantanea, pois é.


As vezes acho que se pudesse me ver numa bola de cristal ou me olhasse num espelho que realmente refletisse quem realmente aparento ser, acho que eu veria uma criança teimosa, cabeça-dura, sozinha, esperneando pela chance de ter um amor real com alguma guria que realmente fizesse o mundo dele melhor. Veria um garoto que seria capaz de armar o maior golpe dramatúrgico para poder transmitir todo um sentimento negativo, na tentativa um tanto “desesperada” de conquistar a atenção de alguém que ele nem sequer conhece.

Pois é, olhando por esse lado eu não gosto muito mim assim desse jeito. E acho que no fundo tudo me leva a crer que uma cabeça teimosa e DURA, dificilmente muda.

Tem gente que passa a vida toda a espera de uma luz. Pra não ficarem parados, adotam rotinas, adotam lazer, adotam amores, amigos, filhos, lugares preferidos, rotinas idiotas. Tudo isso pra não ficar sujeito a loucura. Mas me diga, caro amigo, existe loucura maior que se trancafiar numa rotina sem fim, sem sentido, numa rotina sem graça, NORMAL, e simplesmente esquecer onde escondeu a chave? Isso sim eu considero uma loucura. De certa forma a normalidade sempre me causou um certo assombro, eu me mantenho preso a uma postura indiferente que luta constantemente por achar uma forma de ser feliz e anormal ao mesmo tempo, o que depois de muito tempo pude perceber que é realmente complicado. Posso até achar que as pessoas normais são mais felizes. Mas me diga, existe a possibilidade de haver a felicidade real numa vida tão previsivel, onde você estuda, trabalha, se prende a um relacionamento completamente comum com uma pessoa completamente comum e vive toda sua vida no simples objetivo de acordar tendo suas contas pagas, comida na mesa, água pra beber e tomar banho, e uma cama quentinha para dormir, uma esposa (ou marido) que ajude nas despesas, que faça amor, que tenha (ou ajude a ter) filhos, ter parentes para jogar futebol nos sabados e comer churrasco nos domingos (ou no caso do universo feminino, ter amigas e parentes para tomar um chá, discutir sobre a dificil tarefa de educar os filhos, ter amigas para sair por ai, tomar um vinho, champagne e drinks de todos os tipos, viajar o mundo em busca de novas roupas e acessorios, e viver na espectativa de sempre estar de bem com tudo, sendo amada pelo marido e pelo(s) filho(s) ).

Esses estilos de vida são tão previsíveis, não entendo por que tento tanto fugir disso, buscando uma alternativa de como viver de forma diferente, ter uma vida mais agitada, mas acabo me deparando com a triste realidade de que nem todos nasceram para ter uma vida agitada, com viagens não planejadas, filhos que dão “aloka”, uma banda de sucesso, preocupações bobas que pareçam monumentalmente tensas. Sei lá, algo me diz que nasci pra acabar como mais um adulto preso a uma rotina, cheia de previsiveis férias, dias de trabalho, e tudo mais.

A confusão no caso de optar por uma vida mais selvagem mora no momento em que tu pensa se isso realmente é a forma mais feliz de viver. Quem sabe um dia eu simplesmente enlouquecesse vivendo assim tão diferentemente? Acho que nunca saberei.

Um tipo de vida que me deprime ao ver que realmente isso não é “brincadeira” ou “praga”, é a vida vazia, uma pessoa que mora sozinha, tem seu emprego mediocre que rende não muito alem do suficiente para pagar as contas e ter algumas mordomias a mais como jantar fora, viajar pra praia e alugar uma casa pra passar o verão. Uma vida sem muitos amigos, uma vida sem viagens para fora do país, ou tardes acampando, noites loucas e alcoolizadas. Uma vida assim tão “sem graça” e calma me dá arrepios, jamais vou querer isso pra mim. Me deprimi saber que muitas pessoas por ai moram sozinhas e simplesmente ficam contentes em ter sua vida calma sem nada arriscado pra se fazer. Pessoas previsiveis de mais, com rotinas de mais, com manias de mais, sem nada de mais a acrescentar aos amigos ou namoradas (se é que conseguem conquistar alguém para viver com eles, e daí a pessoa não mora sozinha).


Parando de pensar tanto num futuro que não vai chegar se eu continuar agindo de forma tão simples e sem fundamento, decido parar de escrever, retomar minhas conversas online’s, escutar uma música instrumental, e deixar pra pensar no amanhã...amanhã!



"Eu disse e nem assim se pôde evitar"





Boa Noite.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

UNacceptable.


Tu sabes como é se sentir INsuficientemente bom ou legal para que tal pessoa goste de ti?

Tu já quis mudar, mesmo sabendo que não é necessario pra ti, mas sim pra ela, já que só assim ela vai gostar de ti? e tu quer mudar mesmo sabendo que isso é errado pq é mentir pra si mesma de certa forma, só pra agradar e conquistar alguem...que no fim das contas nem vai gostar de ti pelo que tu é, mas sim pelo que tu consegue aparentar ser por fora.


Isso já aconteceu contigo uma vez, sequer?

Não?

Pois é, comigo já, já aconteceu, está acontecendo, e certamente vai continuar acontecendo, tudo por que o medo de amar ou de não-amar as vezes fala mais alto, e tudo que nos resta e escolher...

Arriscar ou prosseguir?

Desistir ou insistir?

Mudar ou permanecer?

Não existe fórmula perfeita pra isso, eu não posso te fazer mudar, e dúvido que você consiga me fazer mudar.

Mesmo assim nós tentamos, eu tento mudar por você e você tenta mudar por mim.

Eu quero que você mude por mim, e você quer que eu mude por você, mas nós não queremos mudar.

Pois é, esse joguinho nem sempre acaba como gostariamos, mas de alguma forma eu tentei, eu tentei e ainda tento.


E no final, no fundo, BEM no fundo todos queremos alguém, todos necessitamos de alguém, e tudo que queremos é que esse alguém preste atenção em nós, que nos chame de tudo aquilo que sempre quisemos ser chamados, que nos conheça, reconheça.

“Ser humano é um ser em constante evolução, constante risco de mudança, envelhecimento, amadurecimento, em constante risco de depressão.”


É, a coisa não é facil, meus caros amigos. O que nos resto nessas horas é pensar no que vale a pena manter em nossos pensamentos e o que não vale, o que devemos simplesmente deixar partir.

Eu não quero te deixar partir, não sem lutar, não sem dar uma chance de perder esse medo. É difícil admitir que temos medo do que o outro vai pensar, é algo natural, ninguém quer ser mal-visto simplesmente por que decidiu fazer algo diferente, como sair com alguém diferente, e eu não tenho palavras pra descrever o quanto é frustrante tu tentar gostar de alguém e não conseguir.

Mas acho que pior seria estar apaixonado por você e ter que te esquecer.

Não quero, eu não quero pensar no que pode acontecer se eu dizer “sim” ou “não”.

Meu tempo está esgotando, tudo que me resta são poucas palavras, mensagens, pensamentos, frases, trechos, cenas, e qualquer outra forma possível de te manter aqui.

Ela sabe que eu sempre vou ter um espaço reservado para ela.

Nunca fui de me prender, de me restringir a amar uma só. Ao mesmo tempo, nunca fui de trair, de menosprezar ninguém (apesar de nesse momento a palavra “menosprezar” seja a que melhor se encaixe na forma como vejo esse ato de pensar em outra pessoa).

Sabe, algumas pessoas aceitam a “desculpa”, a “explicação” de que dizemos para outra pessoa que ela nos atrai não por sentimento, simplesmente por tesão, por vontade de ficar, abraçar, e nada mais. A questão é, é bem difícil hoje em dia algo feito sem segundas intenções. Eu não me vejo ficando com alguém por ficar, apesar de já ter feito isso um pequeno número de vezes.

Eu iniciei o post dizendo o quanto é complicado tu conhecer uma pessoa nova, gostar dela, talvez até de mais mas ainda assim duma forma controlada, duma forma que uma simples amizade te deixaria feliz e satisfeito. Mas que inevitavelmente aquele jeito meigo e lindo me encantou e as vezes me pego pensando em simplesmente descobrir o que poderia acontecer se ela soubesse que ela me atrai.

Pois bem, deixo sub-entendido da mesma forma que finalizo esse post dizendo que mudar é muito ruim quando fazemos isso pela simples vontade (SEM necessidade) de ter ela gosta de mim quem sabe um pouco mais que um amigo.

Vale a pena tudo isso para viver alguns momentos bons que podem cedo de mais acabar?

Acho que é obvio que se eu soubesse a resposta eu não estaria aqui escrevendo.





...por hoje chega.